O que aprender com o modelo chinês de e-commerce no Brasil

O que aprender com o modelo chinês de e-commerce no Brasil

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A China é um case de estudo quando o assunto é e-commerce. Por isso, neste texto vamos apresentar um panorama do mercado virtual chinês e elencar algumas dicas de aprendizado com o modelo chinês de e-commerce

A economia chinesa vem de uma longa sequência de crescimento que manteve-se diante da pandemia de Covid-19, mesmo que de maneira mais tímida e cheia de incertezas. O PIB cresceu pouco mais de 2% em 2020 e 18% neste ano, se comparado ao mesmo período do ano passado. O desempenho econômico torna a gigante asiática case de estudo em vários setores, e no e-commerce não é diferente.

Ao mesmo tempo em que a China aumenta seu investimento estrangeiro direto, outros bens, serviços e modelos de negócios também são exportados. Um deles é o modelo de e-commerce, que vem acompanhado também da expansão da presença das marcas chinesas no ecossistema do comércio eletrônico mundial.

Isso também explica, em parte, o lugar que o comércio eletrônico está ocupando no chamado novo normal.

Entender essa realidade é importante, não só para ser capaz de competir no mercado, mas para reproduzir os acertos dos chineses no Brasil. Por isso, neste texto vamos abordar um panorama do modelo chinês de e-commerce e vamos trazer dicas para aprender com esse modelo por aqui.

Embora as dicas possam ser valiosas para aplicar no seu negócio, há de se considerar algumas particularidades do mercado chinês. A população colossal é o primeiro fator que remete ao enorme volume de comercialização no ambiente virtual chinês, na medida que das quase 1,4 bilhão de pessoas que vivem no país asiático, 900 milhões são conectadas à internet, o que representa pouco mais do que quatro vezes o tamanho da população brasileira.

Além disso, a comunidade virtual chinesa é muito ativa e dedicada. Isso significa que as pessoas promovem as marcas de e-commerce e se engajam em livestreams e outras ferramentas de promoção. A velocidade logística e a prevalência de compras via aplicativos de celular também são fatores particulares, que explicam o fenômeno do e-commerce chinês.

Um panorama do e-commerce na China

Da mesma forma que se discute a nova rota da seda chinesa na economia e na política, analistas já chamam a expansão do modelo chinês de e-commerce de rota da seda digital, traduzido do digital silk road, um projeto de expansão mundial formado pela exportação de produtos chineses e da parceria entre marcas chinesas de tecnologia e ocidentais.

Contudo, para além do modelo chinês de e-commerce, os números do comércio virtual local do país asiático são impressionantes. O Single’s Day chinês de 2020 — que é o equivalente a Black Friday ou Amazon Day — teve mais de 800 milhões de compradores e mais de 2 bilhões de encomendas processadas.

Somado a esse imenso volume de vendas que já caracteriza a rotina do e-commerce chinês, a companhia AliBaba tem feito aquisições de outras fintechs e big techs, consolidando sua expansão pelo continente asiático e mirando novos horizontes. Neste sentido, sua presença na África e na Europa é cada vez mais expressiva.

O e-commerce chinês no Brasil

O Brasil é visto como um dos principais mercados consumidores pelas bigtechs chinesas, na medida em que o comércio eletrônico mantém-se em alta e com perspectiva de crescimento mesmo diante da pandemia. Executivos da Alibaba, — companhia proprietária do Aliexpress e a maior da China — , perceberam um crescimento expressivo nas vendas virtuais em 2020.

Em entrevista ao Estadão, o responsável pelo Aliexpress no Brasil, Yan Di, aponta que pesquisas realizadas pela Alibaba mostraram que frete grátis é o principal fator de decisão de compra para potenciais consumidores brasileiros. A partir de pesquisas, a gigante chinesa também promoveu mudanças em sua forma de atendimento e facilitou a devolução de produtos.

Um ponto identificado como principal gargalo para o crescimento do e-commerce chinês no Brasil é a logística. Segundo Di, as condições precárias da infraestrutura logística nacional torna mais difícil movimentar um produto em território nacional do que trazer ele até a fronteira com o Brasil.

Do outro lado, a vocação empreendedora do brasileiro, que compra produtos em quantidade no Aliexpress para vender em outros marketplaces, é visto como um ponto positivo pela bigtech chinesa. A tendência vista pela companhia é uma maior popularização dos live commerces, da conexão entre o offline e o online e de novas modalidades de vendas.

O que nós podemos aprender com os chineses?

Embora a potência do e-commerce chinês seja movida principalmente pelo tamanho do mercado consumidor, é possível tirar lições valiosas para aplicar no nosso modelo de e-commerce local e aprender muito com elas.

1- Velocidade da digitalização

O mercado chinês de e-commerce só é grande porque a sociedade chinesa passou por um intenso e rápido processo de digitalização. Em um curto período de tempo, a China garantiu acesso à internet a grande parte da população.

No Brasil, a pesquisa TIC Domicílios apontou que 46 milhões de pessoas ainda não têm acesso à internet e que uma em cada cinco dependem da rede do vizinho para acessá-la.

Por isso, é necessário que empresas e governo democratizem cada vez mais o acesso à rede. Quanto mais pessoas conectadas, mais potenciais consumidores seu e-commerce terá.

2- Integração de plataformas

Apesar dos problemas de privacidade e da pouca liberdade dos chineses para navegar na rede, basta um aplicativo para trocar mensagens, conversar em redes sociais e comprar virtualmente. Essa integração reflete nos hábitos de navegação e de consumo dos usuários, na medida em que se torna muito fácil comprar.

A digitalização, somada à integração, incluiu muita gente nos marketplaces. Então é comum na realidade chinesa que, por exemplo, produtores rurais vendam seus produtos pela internet. Servindo como exemplo, por aqui é importante integrar cada vez mais as plataformas, facilitar a compra e aumentar o acesso dos usuários aos marketplaces.

3- Pesquisa e pragmatismo

Chineses são conhecidos pelo estereótipo de pragmáticos e objetivos nos negócios.
Decisões geralmente são baseadas em pesquisas e dados e não em crenças. Esse tipo de comportamento é essencial para o crescimento do e-commerce no Brasil.

Agora que você já sabe um pouco mais sobre o modelo de e-commerce chinês e como isso pode ajudar seu negócio, que tal descobrir como o Tricommerce pode contribuir? Entre em contato conosco e peça uma demonstração!

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